simples


Pequeno glossário das coisas que você nunca quis entender...

Amor

(1) é constatação direta e objetiva de que nada jamais esteve separado; a realidade.

(2) é apenas uma palavra bonita que se usa para aprisionar e controlar aqueles de quem nos sentimos dependentes.

(3) é o romantismo ao avesso.


Beleza

é o sentimento que emerge do reconhecimento inequívoco da realidade.


Bonito

é o mesmo que "bonzinho", um julgamento daquilo que nos chega aos sentidos e agrada o pensamento.


Buda

é o budismo ao avesso.


Caridade

originalmente o reconhecimento do valor dos outros; na prática a afirmação da sua própria condição de superioridade em relação aos outros. O mesmo que orgulho.


Carma

é só uma teoria mirabolante, inventada para tentar fazer você acreditar que tem alguma chance de controlar a vida.


Compaixão

é o que acontece quando você para de resistir ou de tentar mudar o que o seu coração sente.


Cristo

é o cristianismo ao avesso.


Desejo

sensação de falta ou ausência resultante da comparação entre a realidade e uma idealização; insatisfação.


Deus

luminosidade; lucidez.


Esperança

é um jeito de dar as costas para a felicidade presente.




sentimento que nos impele a descartar toda e qualquer idealização da realidade e a querer apenas o que é autêntico.


Gosto

aquilo que se aprende ou se é induzido a valorizar (apreciar).


Graça

o mesmo que beleza.


Gratidão

é o reconhecimento da beleza (ver "Beleza").


Humildade

é o reconhecimento do seu real valor, nem mais e nem menos.


Julgamento

medida resultante do ato de comparar a realidade, tal como ela é, com aquilo que desejávamos que ela fosse (não há julgamento sem uma idealização "a priori" da realidade).


Juízo

é comportar-se do modo que os outros idealizaram ou esperam.


Orgulho

é qualquer tipo de exagero, para mais ou para menos, quanto ao valor de si mesmo.


Paixão

(1) é o mesmo que "sofrimento" ou "doença".

(2) atributo do sujeito passivo de uma ação ou evento.

(3) dramatização elaborada para controlar aqueles de quem nos julgamos dependentes.


Reencarnação

é só uma teoria inventada para fazer você acreditar na morte.


Religião

(1) sistema de conceitos selecionados com a finalidade de manter a vontade, os sentimentos e os pensamentos das pessoas sob o controle de um determinado interesse pessoal, corporativo ou institucional.

(2) é Deus ao avesso.


Sinceridade

é a expressão daquilo que se sente a despeito do que se pensa.





(*) Se você se lembrar de um outro conceito que nunca quis entender, deixe aqui nos comentários. ;)



Escrito por GDA às 15h09
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Continuem parando!

Legal!

A galera tem mandado muitas respostas legais para o meu e-mail. Eu vou esperar só mais um pouco (tipo uma semana?) para poder falar sobre essa "prática" (é que, se eu comentar agora, estraga... rs). Até lá, continuem enviando suas respostas!

Valeu! :)

Escrito por GDA às 09h33
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Pare!!!

Imagine a cena:

São duas da manhã e você não consegue dormir. Por algum motivo, você rola de um lado para o outro na cama pensando coisas confusas, vendo cenas confusas, sentindo coisas confusas... Então, num impulso decisivo, você resolve se levantar e lavar o seu rosto - talvez até tomar um banho morno. Mas você nota que algo parece estranho nas sombras do caminho entre o seu quarto e o banheiro... Algo se move sem se mover... Seu coração acelera, sua respiração para e um frio percorre a sua espinha paralizando todo o seu corpo! É só neste momento que você consegue vê-lo e aos seus olhos cheios de urgência...

Sem dar muitas explicações, ele diz que você tem de largar tudo e sair de casa naquele exato momento! Além da roupa do corpo, você só poderá levar um único objeto consigo. Nada para comer, nada para beber... apenas um único objeto! Você também poderá levar outras pessoas, mas elas, do mesmo modo, terão a sua bagagem limitada a um único objeto da escolha delas. Você decide aonde ir, mas não poderá levar nenhum dinheiro... Nem você, nem os seus acopanhantes...

"Você não tem muito tempo", diz o vulto nas sombras. "Saia logo!"



Agora responda rápido e sem pensar:

1) quem é o vulto nas sombras?
2) que objeto você escolheu levar?
3) que pessoas iriam com você?
4) aonde você iria?

Depois, pense com mais calma e reponda:

5) por que você deu ouvidos à pessoa nas sombras?
6) o que você deixou para trás?



Eu realmente gostaria de ter essas respostas... Se preferir, pode enviá-las para o meu e-mail: glaucio.23@gmail.com

Valeu! :)


Escrito por GDA às 02h59
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Mentalização de 02.11.05 (dica)

Oba!!! Chegou o dia de mais uma corrente mental!!! :D

Boa oportunidade para uma dica: soltar corpo e mente não é tentar parar de pensar, trocar sensações desagradáveis por agradáveis e nem se esforçar para entrar num profundo estado de relaxamento. Essas coisas podem até acontecer em maior ou menor intensidade, mas não são o nosso objetivo.

Soltar corpo e mente significa simplesmente parar de tentar controlar tudo que se sente e pensa, ao menos durante os cinco minutos de nossa corrente mental. Soltar-se é o mesmo que entregar-se... Aceitar-se!

Lembre-se sempre de que somos todos conectados por aquilo que verdadeiramente somos, e não pelo que gostaríamos de ser (muito menos pelo que os outros gostariam que nós fossemos). Para ligar-se ao Todo, você precisa, primeiro, ligar-se ao seu coração... Nele, somos todos um só!

Simples assim... ;)


Escrito por GDA às 18h31
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Parasitismo

Nunca empreste nada a ninguém!

Se não for possível dar de uma vez aquilo que lhe venha a ser pedido, simplesmente negue! O importante disso tudo é não permitir que ninguém lhe deva nada, pois a dívida sempre gera cobrança (mesmo que seja apenas em pensamento), e toda cobrança é a mais mesquinha forma de parasitismo... Vampirismo, mesmo! É pelas cobranças que nos escravizamos uns aos outros, num interminável ciclo vicioso de co-dependência. Não é possível cobrar e se sentir satisfeito.

Então, se você quer viver uma vida plena e farta em todos os sentidos, troque agora mesmo todas as suas cobranças pela gratidão!

Do mesmo modo, não espere que os outros lhe perdoem as dívidas... Faça o possível, apenas o que estiver ao seu alcance, mas não tente ir além dos seus limites movido por este sentimento que apenas se parece com culpa, mas que é em verdade o seu orgulho. É ele quem está lhe dizendo que você deve sempre ser um bom menino, alguém que todos irão aplaudir o tempo todo...

Esqueça!!!

Isso não vai acontecer!

Seja disciplinado e diga sempre para si mesmo: "devo, não nego, pagarei como e quando puder!"



Escrito por GDA às 11h52
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Sucesso... para VOCÊ!

Acostume-se com um fato: quanto mais você viver em sintonia com a realidade dos seus limites, mais escassos serão os aplausos e mais freqüentes as vaias. Por isso, não tente agradar ninguém além de você mesmo... Além de ser impossível agradar a todos, toda energia consumida na tentativa de ir além dos seus limites será dissipada na forma de frustração. É um fato físico: sem energia você não vai a lugar algum!



Escrito por GDA às 11h24
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Contradição

Uma das maiores contradições contemporâneas é a busca pelo sucesso. Vivemos reclamando da crueldade do sistema mas, ao mesmo tempo, lutamos freneticamente, ou para sermos vencedores segundo as suas regras, ou para não sermos excluídos dele. Parece a história do marmanjo que, lá pelos vinte e tantos, "briga" com os pais para ir morar sozinho e cuidar da própria vida... Mas não abre mão da mesada do papai!

Pode?

Nós somos mesmo hilários! :D



Escrito por GDA às 11h08
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Pare de lutar contra o mundo!

Não adianta tentar lutar contra o sistema: ele não faz absolutamente nada e nem tem nada de efetivo a oferecer!

Tudo não passa de um jogo de espelhos, um cruel jogo de sedução, promessas vazias alimentadas pelo medo. Medo de passar por necessidades, medo de ser marginalizado pela roupa que veste, pela cor da pele, pelo carro que dirige, pelo bairro em que mora; medo de ser inferiorizado, de ser visto como um "perdedor"...

A verdade é que nós somos fisgados pelo nosso próprio orgulho, e não pelo sistema... O sistema apenas insinua, nós mesmos fazemos todo o resto.

Se você quer ser realmente livre, pare de lutar contra o sistema e preste atenção no seu orgulho!

Escrito por GDA às 11h00
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Possuir autenticamente

Possuir autenticamente... Para deixar claro o que isso significa, terei de recorrer a um dos homens mais polêmicos que já passaram por este planeta:


"Tudo aquilo que guardei, perdi; tudo aquilo que dei, tenho comigo até hoje" (Gurdjieff)



Simples assim! ;)


Escrito por GDA às 04h32
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Inutilidades

Se ainda acreditamos que só podemos ser felizes acumulando inutilidades, de nada adianta cercarmos nossas casas com grades; de nada adianta transformar nossos lares em verdadeiras fortalezas, pois o ladrão já estará do lado de dentro.



Escrito por GDA às 04h04
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Caridade é só orgulho

Caridade é só orgulho! Ela apenas oculta a miséria sob o vaidoso manto da benevolência...

Você já pensou nisso?

A fome, a miséria, a pobreza, etc, etc, etc... Não precisam de caridade, mas de inteligência, e inteligência tem a ver com solidariedade.

A solidariedade é o atributo daquilo que é sólido, coeso... Ela surge naturalmente quando duas ou mais pessoas compartilham livremente aquilo que cada uma possui autenticamente. Não é o mesmo que trocar ou compartilhar abstrações; não é dar esperando receber algo em troca, mas dar sabendo que sempre estará dando a si mesmo.

Para ser solidariedade, ela não pode ser imposta. É uma coisa que você faz se quiser e quando quiser, e você só fará se e quando puder reconhecer por experiência, na prática, e não por ouvir dizer, aquilo que lhe é realmente necessário e importante. Além disso você terá de aprender a ouvir as pessoas, terá de conhecê-las, pois o necessário e o importante para você pode não ser para os outros.

A solidariedade não é possível onde há medo e desconfiança; ela não é compatível com interesses e crenças; ela desaparece diante da valoração subjetiva das coisas e da obrigação...

Mas ela também é perigosa porque não pode ser controlada e nem instituída; ela surge do indivíduo e nele se dissolve sem deixar traços. Não pode ser medida ou taxada; não pode ser quantificada ou remunerada; não envaidece e nem humilha...

Onde há solidariedade não há vencedores e nem perdedores... Todos ganham, todos vivem!




Escrito por GDA às 03h52
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Uma sugestão aos terapeutas em geral...

Que tal mudar a expressão "doença psicossomática" para "dramas psicossomáticos"? Afinal, não faz sentido chamar "sintomas" de doenças e, além disso, o que são estes sintomas além da dramatização de certas condições psíquicas?

Legal pensar nisso, não acham?



Escrito por GDA às 16h58
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Você é suscetível a ser mentalmente controlado?

Se você não sabe, responda o pequeno questionário abaixo e descubra se está ou não vulnerável às técnicas de controle-mental.


Teste de vulnerabilidade:

1 - Você considera moralmente importante estar sempre em dia com os seus compromissos profissionais, financeiros e pessoais?

2 - Você considera moralmente importante a manutenção do seu “bom nome”?

3 - Você tem contas a pagar?

4 - Existe ao menos uma pessoa que dependa de você para se alimentar e ter um lugar onde morar?

5 - O seu conceito de lazer está vinculado ao consumo (mesmo que mínimo) de substâncias alcoólicas, práticas sexuais ou atividades “massificadas” (como praias lotadas, esportes com grandes públicos, bares ou danceterias lotadas, etc...)?

6 - Você pratica ou gosta de acompanhar esportes de natureza obrigatoriamente competitiva (como futebol, vôlei, basquete, fórmula 1, etc...)?

7 - Você gasta mais de 30 minutos para ir da sua casa ao seu trabalho?

8 - Você acredita na importância dos chamados “planos de saúde”?

9 - O seu principal meio de informação é o noticiário da TV?

10 - O seu interesse por dramaturgia se limita às novelas da TV?

11 - Você acredita que existe um modo certo de se portar em sociedade, e que as pessoas deveriam se esforçar ao máximo para cumprir com estas exigências?

12 - Você acredita em direitos e deveres?

13 - Você acredita que o estado (ou o governo) lhe deve algo pelo qual vale a pena você lutar?

14 - Você acredita na necessidade de leis e de um sistema judiciário para disciplinar as relações entre pessoas (ou instituições) e punir os “maus elementos”?

15 - Você se preocupa em tornar a sua casa mais segura (com grades, trancas, sistemas de vigilância, armas, etc...), ou então cobra das autoridades uma política de segurança pública mais firme e eficiente?

16 - Você acredita na importância de forças armadas bem treinadas e equipadas para a defesa do território nacional?

17 - Você acha importante poder escolher políticos para representar os seus interesses nas diferentes esferas governamentais?

18 - Você defende alguma causa social ou ecológica?

19 - Você freqüenta (mesmo que eventualmente) alguma religião, grupo religioso ou escola esotérica?

20 - Você luta pelo sucesso profissional, financeiro ou amoroso?

21 - Você acredita na importância da instituição do casamento (seja civil ou religioso)?

22 - Você acredita na investidura divina de algum líder ou livro religioso?

23 - Você se esforça para seguir preceitos religiosos (ou esotéricos) ou então sente um pouco de culpa quando não é capaz de seguir tais leis divinas?

24 - Você sente medo, depressão, ansiedade ou qualquer outro tipo de sentimento angustiante sem causa aparente?

25 - Você acha importante se apaixonar (seja por causas, seja por pessoas)?

26 - Você faz algum tipo de poupança ou previdência?

27 - Você acredita na importância do trabalho para o engrandecimento do homem?

28 - Você se emociona em paradas ou desfiles militares?

29 - Você acha que sexo deve ser feito com segurança e, de preferência, com um único parceiro (fixo) e para fins reprodutivos?

30 - Você se considera uma pessoa “fiel”?

...


Poderíamos perguntar muito mais, pois os “ganchos” pelos quais podemos ser manipulados e até controlados são inúmeros. Mas saiba que se você respondeu afirmativamente a pelo menos uma das questões acima, você não apenas é vulnerável como também está sendo controlado mentalmente!

Bad news? rs


Escrito por GDA às 16h14
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Auto-estima??? Argh!!!

O problema da "auto-estima" reside no ato de "estimar".

"Estimar" é o mesmo que avaliar (dar valor) e apreciar (dar preço), e nem sempre conseguimos evitar os exageros, tanto para o mais quanto para o menos.

Uma auto-estima em alta pode se transformar num verdadeiro pesadelo em nossas vidas quando descobrimos que não somos tão "feras" em tudo que imaginamos, e o resultado disso geralmente é um estado de baixíssima auto-estima (lembre-se: decepções levam à raiva, que leva ao medo, que leva à ansiedade, que leva à decepção...).

Perceba: a auto-estima é um julgamento de valores, e você não precisa disso! Você precisa é de se conhecer, ou seja, desarmado de julgamentos, estar aberto ao desvelamento daquilo que você é... Sem mais nem menos!

É claro que isso é uma coisa para todos os dias da sua vida, pois o que você é, é VIVO, dinâmico, e não pode se limitar a uma fotografia instantânea. O que você é surge a cada experiência, a cada encontro com as outras pessoas e com os acontecimentos do mundo...

O que você é, muito freqüentemente poderá decepcioná-lo, mas não vire as costas para este tipo de desvelamento!

Se você parar para pensar, vai ver com clareza que todos aqueles que lhe ensinaram que o "certo" é ser deste ou daquele modo jamais tiveram coragem de olhar para si mesmos! Por que, então, você acha que lhes deve qualquer tipo de satisfação?

Você é o que é, e ponto! Isso é a libertação do orgulho... E a verdadeira humildade!

Existe uma poderosa Força Vital à sua disposição, mas ela somente poderá ser acessada quando (e enquanto) você e o seu coração estiverem caminhando de mãos dadas... A sua cabeça pode ser facilmente enganada, por isso ela serve a qualquer um, mas o seu coração apenas atende a você... Não adianta tentar enganá-lo, pois ele jamais dará a mão a um julgamento!

Conhecer-se é simples, mas o simples nem sempre é fácil... Por isso torno a repetir: "tenha sempre a felicidade como medida". Toda vez que você se sentir incomodado pelo medo, pela angústia ou pela tristeza, diga em voz alta para si mesmo:

"Isso não me pertence! Isso não é meu!"


Sim, a felicidade é um tipo de sinal estranho... Um sinal que só pode nos avisar que estamos fora do nosso próprio caminho. E você consegue ver outro motivo para estar aqui além de seguir o seu próprio caminho?

Eu não consigo e nem quero conseguir!

Como dizem alguns sábios tibetanos:


"A humanidade sofre porque põe em luta aquilo que a agrada contra aquilo que a desagrada."



Simples assim! ;)


Escrito por GDA às 03h05
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Pingue-pongue (resposta ao Alexandre #3)

A conversa tá ficando boa, e já ultrapassou os limites dos blogs! Pois é... ainda vou convencer esse povo a abrir um fórum pra gente conversar melhor. Bom, mas que seja assim (por enquanto)... Para saber o que foi postado no blog do Alexandre, o link é:

http://bobosdacorte.zip.net



RESPOSTA

Tá vendo porque eu prefiro os fórums e as listas de mail? A gente fica pulando de blog em blog, com pouco espaço pra comentar e quase sempre com aquela impressão (não no seu caso) de que tá entrando na "casa do outro"... Fórums, aliás, são bem melhores do que as listas no que diz respeito ao seu jeitão de coisa pública. As mensagens ficam tão expostas quanto nos blogs, só que todo mundo tem a mesma liberdade de sair postando e respondendo.

Mas o que isso tem a ver com seu post?

Tudo!!!

A gente está falando de interdependência, que é um aspecto inseparável da "função movimento" das nossas consciências, tão inseparável [dela] quanto qualquer um de nós em relação a nós mesmos e ao Todo. Mas a gente não pode confundir "interdependência" com "co-dependência": a primeira é a natureza do real, enquanto a segunda é um distúrbio emocional.

O problema do "depender do outro" é que ele nega a interdependência e a condiciona a parâmetros. Não é apenas o querer ansiosamente o outro de quem se sente carente, mas é denpender, principalmente, de um outro "idealizado", que nada tem a ver com o que o outro realmente é. Isso é a negação do outro [também], um tipo de desprezo, e eu nem estou falando do "eu búdico"! Falo de temperamentos e personalidades, coisas da "alma virada pra baixo", mesmo...

O "eu búdico" pode ser, sim, algo inconcebível para muitos, mas o temperamento não! Ele é simples de se entender e encontrar. É coisa de sentimento, ao passo que toda idealização é coisa de pensamento. Também não quer dizer que o pensamento seja "ruim"... Ele só não é feito para isso, para sufocar o coração. Se o pensamento parar de sufocar o coração, o temperamento rola numa boa, e isso é quase búdico (se não totalmente).

Eu simplesmente duvido que alguém, ciente de seu próprio temperamento, e permitindo a livre expressão do outro... Eu duvido que alguém assim se torne co-dependente de alguém! [alguém assim] É simples, como o "buda-matuto", homem que não troca sentimento por pensamento, pois sabe a hora de pensar (por isso o matuto é sempre astuto) e a hora de sentir a "tristeza do Jeca". O buda-matuto não tem medo da tristeza e nem da alegria, ele não tem medo da dor e nem do prazer... Ele não tem medo do trabalho e nem se culpa da preguiça! Ninguém melhor do que o buda-matuto pra honrar compromisso, mas ninguém odeia mais qualquer privação da liberdade do que ele. É o Chico BENTO que não sabe "da vida", mas A VIDA!

Depressão e carência é coisa de "doutô" da cidade, que vive achando que faz muito, mas na verdade só corre de fazer. Não existe ação real na vida que está sempre sendo projetada para o futuro. Em verdade, nem há vida alguma... Só um sonho cheio de desejos. E quem pode desejar o que não conhece? Todos os nossos desejos estão no passado! Mas enquanto tentamos inultimente agarrar o passado, a vida escoa e nós nem a percebemos.

Viver não é coisa para budas, mas para gente de verdade, de carne e osso, susceptível a alegrias e tristezas. Mas a prática mostra que só se é gente de verdade no presente. É só no agora que a ação é possível. O passado é só lembrança, e o futuro é só um sonho... Sonho de gente... A gente faz coisas pacas nos nossos sonhos, e nem por isso eles deixam de ser sonhos.

Mas e a felicidade?

Felicidade tem tudo a ver com ação! É a tal "bem-aventurança" dos hindus. Ela não está condicionada ao que se tem ou ao que se quer ter, mas apenas à ação incisiva e irresistível que é aquela que acontece quando se "desce (confiantemente) o rio". Isso não é o mesmo que o tal "não-fazer"! Isso é o "fazer compassivo", o "fazer entregue", a inérica ativa. Também é o fazer econômico, sem exageros - nem para mais e nem para menos. Isso é a felicidade, e que nada tem a ver com os sonhos de êxtase eterno que tantos fugitivos da vida buscam inutilmente.

Não perceber a felicidade só acontece quando se foge dela, quando se tenta encontrar uma vida que "caiba nos nossos sonhos" (Cazuza), enchendo os dias com fazeres falsos... Mas até isso passa por si mesmo. A felicidade é simplesmente inevitável! Inevitável como a borboleta é para a lagarta. E aí entra a interdependência novamente (a verdadeira).

Nós conversamos sobre isso, argumentando os argumentos das duas histórias: as desculpas de quem não quer despertar, e as badaladas saturninas da compaixão... Mas este é apenas um fazer autêntico, positivo, sem qualquer propósito em si mesmo. Talvez até representando a justificativa externa para a mudança interna de muitos que passarem por aqui...

Quem sabe? A mente é estranha, e precisa de muitas justificativas...

A gente pode sentar e meditar, mas tb pode ler um gibi que o efeito será o mesmo se for a hora da lagarta entrar na crisálida. Mas escrever gibis ou escrever sobre simplicidade são só coisas que a gente [faz porque] não consegue evitar,né? ;)




Escrito por GDA às 14h48
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